Começa a 21ª Festa da Polenta em Santa Olímpia

Trata-se de um evento tradicional que integra o calendário do município

Por Marília Ariente 21/07/2017 - 10:36 hs

Moradores dando as últimas pinceladas de tinta em antigos postes, na cruz, na imagem de Nossa Senhora de Lurdes, no chafariz da praça Jacó Stenico, homens montando estandes e barracas. Enquanto isso, a rainha e as duas princesas já prestavam informações aos visitantes e à imprensa, em sua nobre missão de relações públicas.

Esta quinta-feira (20), foi dia de apresentação oficial da 21ª Festa da Polenta de Santa Olímpia, tradicional evento cultural e gastronômico da comunidade trentino-tirolesa que acontece desta sexta-feira (21) até este domingo (23), com entrada gratuita.

A coletiva, com direito a degustação de pratos típicos, apresentação de dança tirolesa e do coral infanto-juvenil 'Va Pensiero' (em Português, 'Vá Pensamento'), que deu uma palhinha do hino oficial da festa, “La Bella Polenta”, já denota o envolvimento e o orgulho da comunidade em relação à sua principal festa anual.

Todo mundo engajado: desde crianças trajadas com roupas folclóricas, passando pela animada turma da cozinha até chegar ao padre Emerson Correr, que também trabalhava com um pincel em punho.

O cardápio da festa - que deve receber de 15 a 20 mil visitantes - inclui as variações de receitas de polenta: a tradicional cozida, porções fritas, a polentota (servida com molho de linguiça ou frango) e a chamada brustolada, que é assada na chapa.

Além disso, há a cucagna (linguiça, tomate, cebola, queijo e bacon), o crauti (à base de repolho cozido, com linguiça calabresa e pernil) e o canederli (sopa de nhoque preparada com pão amanhecido, trigo, frango e linguiça), entre outros pratos. “Só para você ter uma ideia, serão 500 quilos de fubá e mil quilos de polenta palito para fritar”, conta Elsa Pompermayer Stenico, presidente da Associação de Santa Olímpia.

Rosângela Camolese, secretária municipal da Ação Cultural e do Turismo, ressaltou que trata-se uma festa tradicional que integra o calendário do município. E elogiou os descendentes de italianos que residem na localidade. “A gente sabe que existem as variações da polenta, mas o importante é preservar a tradição vinda pelos ‘nonos’ e pelas pessoas que aqui constituíram família, geraram riquezas e empregos para o nosso município. E, acima de tudo, celebrar essa comunidade que conserva as suas tradições e a sua cultura, e que tão bem faz à nossa querida Piracicaba”, afirma.

“A festa surgiu como uma preocupação da preservação cultural, que envolve a gastronomia, a dança, o canto, mas também de resgate de nossa identidade. Num mundo tão globalizado, manter a nossa identidade é uma coisa muito forte que nós temos. E a Festa da Polenta é o epicentro de tudo isso”, analisa Olésia Pompermayer, diretora cultural da associação do bairro.

Um dos méritos da festa, avalia Rosângela, “é a persistência de toda a comunidade para passar esse legado aos mais novos, que respeitam e dão continuidade”. Mas a longevidade e a organização da festa, diz a secretária, também deve-se à presença de uma associação “presente e atuante que fortalece as raízes e os laços” do povoado, o bom diálogo da comunidade com o poder público e o fato dos recursos obtidos com o evento serem reinvestidos em Santa Olímpia.

Organização

A 21ª Festa da Polenta é uma realização da Associação de Santa Olímpia e do Circolo Trentino di Santa Olímpia, com apoio da Prefeitura de Piracicaba, por meio das Secretarias Municipais da Ação Cultural e Turismo (SemacTur), de Obras (Semob), de Trânsito e Transportes (Semuttran) e da Guarda Civil. O estacionamento custa R$ 15,00, para carros, e R$ 10,00, para motocicletas.

 


Fonte: Gazeta de Piracicaba