"Bipolaridade" explica XV na zona de queda a três rodadas do final

Em 16 duelos, Nhô Quim tem o mesmo número de derrotas do vice-líder São Caetano, mas tem quantidade igual de vitórias do lanterna e quase rebaixado União Barbarense

Por Marília Ariente 11/04/2017 - 12:20 hs
Foto: Carlos Velardi/ EPTV
Vica tem mais três jogos para evitar o rebaixamento do XV à Série A3 do Paulista

O XV de Piracicaba consegue, na atual Série A2 do Paulista, ser tão eficiente quanto ao vice-líder São Caetano e a outros dois integrantes do G-4: Rio Claro e Guarani. Mas o Alvinegro também é, ao mesmo tempo, tão ineficiente quanto ao lanterna e já quase rebaixado União Barbarense. Essa "bipolaridade", aliás, explica o fato de o time comandado por Vica estar de volta à zona de queda e não dependendo apenas de si restando somente três rodadas para o término da primeira fase. 

Considerando o número de derrotas, o XV faz campanha de time que disputa vaga às quartas de final. O Alvinegro é o segundo que menos perdeu. Foram apenas três derrotas após 16 rodadas, assim como São Caetano, Rio Claro e Guarani. O Água Santa, líder, tem somente duas derrotas. Os reveses do Nhô Quim até o momento foram para o Sertãozinho (3 a 1), Penapolense (2 a 0) e São Caetano (3 a 2). Em relação aos integrantes do G-4, ainda foram dois empates e uma vitória.

O Alvinegro, porém, também é o time que venceu somente três jogos, número igual ao do lanterna União Barbarense. É, ao lado do quase integrante da A3 de 2018, o segundo pior neste quesito. O penúltimo colocado Rio Preto, com apenas duas vitórias, é o pior. Os triunfos do Nhô Quim foram contra Guarani (2 a 0), Velo Clube (1 a 0) e Oeste (1 a 0). Além de XV e Leão da Treze, mais uma equipe teve o mesmo número de vitórias: o Capivariano. E curiosamente todos estão na Z-6.

Mas a "bipolaridade" do XV não para por aí. Com 18 gols sofridos, média de 1,1 gol por partida, o Nhô Quim tem uma defesa sólida, que sofre poucos gols. Entre os times da zona de rebaixamento, o Alvinegro tem o melhor rendimento defensivo, além de ter sido vazado menos que um dos times do G-4: o Rio Claro, que levou 19 gols. Ainda tem média melhor que outros postulantes às quartas de final, como Bragantino e Taubaté, que sofreram 21 gols cada em 16 rodadas.

Por outro lado, o aproveitamento do ataque do XV é realmente bizarro. Foram 17 gols marcados. Ou seja, é o sétimo pior, empatado com Juventus e Capivariano. Artilheiro da Copa Paulista de 2016, com nove gols, Rafael Gomes, apontado como a principal esperança de gol antes da A2, sequer balançou as redes. Ruim para ele e pior para o pai dele, que a cada gol afirmou beber um gole de cachaça para festejar. A melhor chance foi o pênalti desperdiçado contra o Sertãozinho.

Essas situações de extremos fazem o Nhô Quim não depender mais das próprias forças na reta final da Série A2. Com 19 pontos e na 15ª colocação, o XV volta a campo contra o Batatais, na quarta-feira, às 20h, fora de casa, no Osvaldo Scatena, pela 17ª rodada. Em seguida, o Alvinegro ainda terá pela frente mais um confronto como visitante: no sábado, pega o União Barbarense, e fecha a participação na segunda divisão diante da Portuguesa, no Barão da Serra Negra.

 

 

Fonte: G1 Piracicaba e Região